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	<title>Alma de Hyperion</title>
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	<description>&#34;Como um sorriso de um trovão, um raio sem cor e uma galáxia negra...&#34;</description>
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		<title>Alma de Hyperion</title>
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		<title>Prólogo&#8230; (PARTE 2)</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 13:08:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Réquiem... ȣ]]></category>

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		<description><![CDATA[(&#8230;) Meu nome é Hyperion&#8230; Aquele ser havia parado na minha frente e anunciado minha suposta, ou o início da minha queda. Era um titã. Eu sorri, deixando que aquele respiro negro tomasse conta de mim. Minha pale se ouriçou, enquanto um calo seguiu por dentro de mim, deixando que minha garganta sibilasse inconscientemente. O ser negro deu mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guihiperion.wordpress.com&amp;blog=8488915&amp;post=127&amp;subd=guihiperion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(&#8230;)</p>
<p>Meu nome é Hyperion&#8230;</p>
<p>Aquele ser havia parado na minha frente e anunciado minha suposta, ou o início da minha queda. Era um titã.</p>
<p>Eu sorri, deixando que aquele respiro negro tomasse conta de mim. Minha pale se ouriçou, enquanto um calo seguiu por dentro de mim, deixando que minha garganta sibilasse inconscientemente.</p>
<p>O ser negro deu mais um passo, pondo sua mão contra o chão, contra aquele mar raso em volta de nós dois. Pude ver sua exaltação. Seus olhos miraram minha espada. Eu recuei, quebrando meu próprio silêncio.</p>
<p>Recuei violentamente, deixando aquele mar ditar meus rastros. Escorregava, quando cravei minha espada no chão, retardando meu movimento e esperando aquela massa que trazia consigo um turbilhão e uma onda imensa alcançar-me.</p>
<p>Levantei minhas mãos, defendendo com minha espada quando aquele titã me socou, fazendo meus joelhos tremerem e meus dentes rangerem. Desviei-me para a direita, quando um soco vindo da minha esquerda passara alavancando outra explosão em meio a água. Girei para frente ao cravar minha lâmina no solo, pudendo alcançar automaticamente a cabeça daquele ser. Minha espada se chocou um de seus chifres e fui rechaçado.</p>
<p>Recuperei meus passos rapidamente, dispondo de minha rapidez para saber e para deixar que meus olhos guiassem o caminho, sozinhos. Minha vontade exercera um grito seco tremulando e ouriçando as águas ao meu redor.</p>
<p>O titã veio, com seus punhos violentos rasgando aquelas águas com a maior euforia que podia. Tentou um golpe direto e eu desviei girando para o lado; ele girou seu corpo e eu desviei por baixo de seu golpe, mas avançou e desceu com sua mão, abreviando seu movimento. Escorreguei por baixo de seu punho, levantando-me justamente a tempo de erguer minha espada e cravá-la em seu punho esquerdo. Deixei-me ser levado, girei minha lâmina e meu corpo com a insanidade que podia, arranquei-lhe aquela parte de seu membro, deixando o sangue espirrarsobre aquelas águas. Em contraponto fui atingido por sua outra mão, sendo atirado para longe.</p>
<p>Cai no chão com dor em meu peito, rapidamente, impulsionei-me com meus braços assim que adquiri a posição certa e retomei minha postura. Minha lâmina, insólita, emitiu o brilho do sangue daquele ser. Seu cabo, grande o suficiente para que eu pudesse usá-la com as duas mãos, gotejou o máximo daquela água doce aos meus pés. Seu fio de lado único gotejou daquele líquido escarlate. Após o cabo, a defesa daquela arma tinha a forma de losango. Minha espada só continha dois terços de seu tamanho, mas ainda era minha e perfeita. Eu a arquejei expurgando o sangue de sua lâmina.</p>
<p>O titã apontou-me seus chifres, concentrando o que eu imaginaria ser água e pura energia. Mirou e atirou repetidas vezes. Cada um daqueles disparos explodiu ao meu redor. Corri, desviando o mais rápido que pude: uma vez pela esquerda, direita e direita novamente. Trazia um vácuo involuntário e resquícios de uma vontade incontrolável. Brandi e atirei minha espada contra o titã, acertando seu peito e fazendo-o cambalear com um grunhido desesperado. Pulei em direção ao seu peito.</p>
<p>O titã gritou. Seus movimentos rápidos seguraram minha espada, obrigando-me a retirá-la de seu peito e brandindo a mão direita – livre – desferi um ataque explodindo parte de seu rosto.</p>
<p>Caí em pé após fazer aquele ser recuar vários passos. Girei minha espada jogando-a para frente, girando a mim mesmo e agarrando-a em pleno ar com a mão oposta. Arquejei meus passos e dilacerei a mão direita daquele ser. Ouvi seus últimos gritos e me deixei diminuir de ritmo até nada mais que minha respiração ser a coisa alterada em mim. Ele caiu.</p>
<p>Subi no peito daquele ser ouvindo seus gemidos que pareciam risos. Vi seus olhos cínicos me olhando como se eu estivesse errado. Não houve súplica. Pisei em seu peito esmagando-o até sentir seus ossos estalando sobre meus pés. A água ao meu redor vibrava e a terra abaixo de nós tremeu quando eu o fizera. Senti o sangue invadir e tomar conta daquelas águas, quando o barulho daquele violento pisar tornou-se mais audível.</p>
<p>Desci daquela carcaça e continuei a andar sentindo, porém, meu corpo um tanto dolorido.</p>
<p>Andei, jogando água em meu rosto com minha mão esquerda, lavando o rápido suor que havia se formado em minha face. Brandi minha espada deixando que pequenos pedaços dela fossem retomados. Uma gota de meu sangue caiu de minha boca. Girei a lâmina em meus dedos, guardando-a suavemente em sua bainha, como havia aprendido com meus irmãos.</p>
<p>Apontei com meus olhos a alvorada que ficara um pouco mais escura. “Quando?”. Não me lembro. Continuei a andar a procura de um de meus irmãos. Teimando em achar que meu caminho seria fácil e não haveria com o que se preocupar.</p>
<p>Sim, eu era tolo. Sou tolo. No início, eu nunca pensava no pior.</p>
<p>Eu havia recebido um convite e havia aceitado.</p>
<p>Tenho que alcançar meu Pai.</p>
<br />Filed under: <a href='http://guihiperion.wordpress.com/category/requiem-%c8%a3/'>Réquiem... ȣ</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/guihiperion.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/guihiperion.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/guihiperion.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/guihiperion.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/guihiperion.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/guihiperion.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/guihiperion.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/guihiperion.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/guihiperion.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/guihiperion.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/guihiperion.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/guihiperion.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/guihiperion.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/guihiperion.wordpress.com/127/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guihiperion.wordpress.com&amp;blog=8488915&amp;post=127&amp;subd=guihiperion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Prólogo&#8230; (PARTE 1)</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 03:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Réquiem... ȣ]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não sabia que olhar pro céu me trazia tal nostalgia. Estava naquele momento em total desatenção ao mundo, deixando a mim mesmo ditar as regras. Minhas vontades falavam mais alto enquanto cada pequena estrela dizia um pouco mais de si. Não eram amigas porque eu queria, mas escolhi quais se aproximariam e quais seriam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guihiperion.wordpress.com&amp;blog=8488915&amp;post=125&amp;subd=guihiperion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sabia que olhar pro céu me trazia tal nostalgia. Estava naquele momento em total desatenção ao mundo, deixando a mim mesmo ditar as regras. Minhas vontades falavam mais alto enquanto cada pequena estrela dizia um pouco mais de si. Não eram amigas porque eu queria, mas escolhi quais se aproximariam e quais seriam alvos de meus olhos. Naquela noite que se transformava em dia e caia como um prelúdio para algo novo, aquela escuridão do céu parecia acolhedora e extremamente familiar. O frio podia estar ali, mas eu talvez não ligasse muito. É claro que tudo o que tinha em mãos eram poucas palavras, resquícios de uma espada quebrada, cuja lâmina teimava em não se esmaecer com o soprar de uma brisa oportunista. Seu brilho me lembrou o próprio brilho dos meus olhos. Algo de que eu não sentia vergonha, mas sim um orgulho cego.Olhei para o meu lado vendo a solidão da desolação me alcançar. Nada mais faria nenhum sentido.</p>
<p>Eu abandonara os domínios diretos de meus irmãos, indo em direção ao meu Pai, além da fronteira onde a luz não mais parece uma galáxia a querer iluminar e queimar qualquer um que se aproxime. Ele estava lá.</p>
<p>Eu, um prodígio negro, em nada tinha mais orgulho do que ser um filho. Mas a cor da minha alma, a mesma cor da minha pele, a mesma cor da minha regência ou profundeza dos olhos, teimava em me fazer querer abandonar esse orgulho.</p>
<p>Não nasci com um nome, mas recebi um de meu irmão: Hyperion.</p>
<p>&#8230;Por olhar para o ponto mais alto assim que abrir os olhos; por querer estar nele.</p>
<p>Eu estava no primeiro dos três mundos divisórios. Centuria. A minha volta, ruínas e mais ruínas de um local onde um sorriso era valioso como uma chama em meio à vida no frio. Naquele lugar, onde uma boa parte do mar não passava de meus joelhos, o céu sempre continha pelo menos uma daquelas lanças laranja cortando o céu num impetuoso alvorecer.</p>
<p>Andava pelo maior daqueles mares. Em busca de meu “irmão” e de sua permissão para passar por aquele mundo.  Meus passos, trazendo o barulho da água, tiravam o silêncio dali; mas meus lábios, tentavam fazê-lo permanecer. Estava naquele quase eterno amanhecer. Belo, suave, mas longínquo.</p>
<p>Eu trajava roupas negras, uma camisa com mangas até meus cotovelos, uma calça com únicas partes de tecidos na cor branca por cima de meus bolsos laterais, um cinto onde a bainha de minha espada prendia-se horizontalmente na parte de trás de meu quadril, um cordão com o símbolo de minhas espadas negras: um pequeno olho vermelho. Uma luva que cobria todo o meu antebraço esquerdo, mãos, mas não dedos, com um desenho de uma um sol queimando como uma cruz na cor prateada. E junto com aquele cordão, óculos que usava para ocultar o brilho intenso e soturno de meus olhos, com grandes lentes, pendurados em meu pescoço.</p>
<p>Não sabia quantas horas tinham se passado durante minha caminhada, nem se queria contá-las. Havia saciado minha fome ao sair de meu mundo, buscando um sabor a mais para provar. Se tinha sede bebia da água estranhamente doce daquele mar.</p>
<p>Minha pele negra reluzia contra a luz daquele amanhecer. Meu orgulho permanecia e nunca fora tão evidente no meio sorriso que eu mostrava em meus lábios.</p>
<p>Meus olhos na cor daquele infinito em que nasci, negros, tinham aquela centelha de uma cor que eu desconhecia, mas achava ser a cor de sangue, a cor de avelã, algo entre a cor da minha pele.</p>
<p>Lembranças de mim quando criança, nascendo com aquele sorriso que trazia a malícia e a “vontade” incrustadas no meu ser,  e de mim ajoelhando-me perante o meu Pai e sobre seus olhos, vieram trazidas por aquela brisa sussurrante e oportunista. Um juramente que não cumpri, um arrependimento de não saber que preceitos seguir&#8230; Uma criança tola com sonhos maiores do que a si mesma.</p>
<p>O reflexo da alvorada naquele mar tremulou quando outros passos se impuseram sobre a água. Vi um daqueles seres gigantescos dos quais meus irmãos falavam sempre. Um titã. Ele tinha a cor esverdeada, como se estivesse deixando vida nascer na própria pele. Olhou-me com olhos profundamente amarelos, um tanto da mesma cor daquela espécie de musgo e pêlos que tinha sobre si. Manteve o olhar até eu me aproximar.</p>
<p>Aquele titã tinha chifres curvos, laterais que apontavam para frente assim que alcançavam suas mandíbulas. Uma espécie de coroa feita por ossos salientados de seu crânio. Um tamanho que calculei entre 3 metros ou mais um pouco. Braços fortes, dispostos como apoios para seu tórax largo. Suas pernas, longas, se aprumaram junto a sua postura assim que cheguei ainda mais perto.</p>
<p>Olhamos-nos enquanto apenas continuei a andar, seguindo em direção a alvorada. Ele retesou os músculos, e submergiu parte de sua mandíbula. Bebeu água sonoramente. Detive-me a não mostrar interesse. Uma presença como aquela não era de nada uma alegria para meus olhos.</p>
<p>Ele olhou para minha lâmina, cuja ponta estava quebrada. Não sorriu, mas pensei por um minuto que sua expressão indicasse que sim.</p>
<p>— Quem és tu, garoto? — Perguntara aquele ser. E sem pressa para responder olhei-lhe com meus lábios proferindo meu nome, alertando-o, provocando-o.</p>
<p>— Hyperion.</p>
<p>Ele, inconscientemente, andou junto a mim. Praticamente sem tirar os olhos de mim enquanto isso.</p>
<p>— O que você procura? — Perguntou ele mais uma vez.</p>
<p>— Meu irmão: Leviathan, dos “Olhos de Oceano”.</p>
<p>— Nada mais esperto que procurar companhia nesse “deserto de águas”, não?</p>
<p>Sorri para mim mesmo, talvez para ele. “Deserto de Águas”, sim, este era o nome mais adequada para este lugar. Andamos longos metros, com aquele ser começando a sentir o cheiro que eu teimava em ter.</p>
<p>— Você ressoa a trevas&#8230; — Disse ele. — Não é daqui, estou certo?</p>
<p>— Pode se dizer que sim.</p>
<p>— O que faz tão afastado de seu Pai?</p>
<p>— Eu me exilei para buscar minhas vontades.</p>
<p>Mais silêncio. “Sinceridade”, dissera aquele ser no primeiro sorriso verdadeiro que dera a mim. Sua respiração pesada enchia o ar com gotículas de água. Sua pele se encharcava.</p>
<p>— O que lhe traz a esta terra? — Perguntei apertando o cabo de minha espada.</p>
<p>— O cheiro de trevas&#8230;</p>
<p>Parei e o olhei diretamente pela primeira vez em nossa caminhada, e com mais alguns passos, ele parara também. Pude sentir a pele dele ressoando em vontade. Meus olhos brilharam mais do que eu desejei. Apertei minha espada e a apontei para o ser ainda minha frente.</p>
<p>“Quebrada”&#8230; Eu dissera, mas no fim, minha ela estava “incompleta”.</p>
<p>Uma brisa tremulou entre nós.</p>
<p>— Quantos de vocês estão aqui? O que querem?</p>
<p>— Você&#8230; — Disse ele com mais aquele sutil e vigoroso passo na minha direção. — Nós queremos que seu sangue seja nossa premissa para a vitória. Você cairá&#8230;</p>
<p>Meus olhos vislumbraram o além mar, que se tornava um oceano. Eu sorri&#8230;</p>
<p>(&#8230;)</p>
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		<item>
		<title>Aurora Vazia&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 12:25:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[“Vi o dispersar da luz de uma aurora vazia. Sim, era escuro como não deveria ser, mas com os sussurros do vento que supriam a vontade de qualquer um de se perder. E esse som ecoava empurrando uma tênue bruma pra lá e pra cá&#8230; Eu queria ver com meus próprios olhos, mas talvez não tivesse menos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guihiperion.wordpress.com&amp;blog=8488915&amp;post=120&amp;subd=guihiperion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;"><em>“Vi o dispersar da luz de uma aurora vazia. Sim, era escuro como não deveria ser, mas com os sussurros do vento que supriam a vontade de qualquer um de se perder. E esse som ecoava empurrando uma tênue bruma pra lá e pra cá&#8230;</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;"><em>Eu queria ver com meus próprios olhos, mas talvez não tivesse menos chances de agarrar qualquer momento como eu pego um arfar. As memórias vão, apenas vão, voltando esporadicamente para me torturar sobre erros.</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;"><em>E a perdição cai sem demora, envolvendo meus olhos naquelas luzes de um deserto sem precedentes. Luzes vazias, sem por que, nem vida, sem morte&#8230;</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;"><em>Aperto minhas mãos no intuito de afastar o frio; encolho meu eu sem que o calor venha. Minhas armas ao meu lado jazem como lápides de alguém que sente o gosto da morte nos próprios lábios. Solto mais um arfar deixando as memórias irem embora de novo.</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;"><em>Quão distante eu estaria de dar um passo em direção ao nada, eu não sei, nem quero saber, muito menos andar. A falta da vontade de seguir um rumo parece me perseguir agora. Tudo vem como uma tempestade: os raios, a dor, o trovão e o grito.</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;"><em>Não há sinfonia nas batidas do meu coração, nem desejos maiores que me façam crescer. Se uma sombra pousasse ao meu lado, ela falaria comigo? E seus olhos seriam como os meus? Eu realmente acho que sim&#8230; Ainda que reflexos de meu eu só mostrem alguém para quem crescer não mais basta.</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;"><em>A aurora se delicia com uma dança incomum&#8230; Seus traços secos almejam a solidão de uma terra já desolada.</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#003366;"><em>Aurora vazia. Som de lugar nenhum. Dor de ser eu mesmo&#8230;”</em></span></p>
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		<title>Nebulosa Rebelde</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 16:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Eles perguntaram o meu nome e veio a minha cabeça &#8216;Hyperion&#8217;. Abri os olhos e me deparei com o que seria o vazio, porém era apenas a escuridão. Respirei e meus pulmões se encheram com vida. Senti o gosto amargo da solidão em minha boca e entoei – sem palavras – minhas vontades. Meu coração [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guihiperion.wordpress.com&amp;blog=8488915&amp;post=115&amp;subd=guihiperion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Eles perguntaram o meu nome e veio a minha cabeça &#8216;Hyperion&#8217;.</em></p>
<p><em>Abri os olhos e me deparei com o que seria o vazio, porém era apenas a escuridão. Respirei e meus pulmões se encheram com vida. Senti o gosto amargo da solidão em minha boca e entoei – sem palavras – minhas vontades. Meu coração bateu e aquele sol negro se ergueu quase que de meu peito.</em></p>
<p><em>Perdi-me no que seria um propósito. O sorriso de meu pai percorreu minha memória e eu quis meu corpo, minhas mãos e pernas cravadas no espaço para quem eu ainda não havia dado nome algum. A cor negra naquilo que seria minha pele me fez lembrar a escuridão a minha volta; olhei-a e percebi que ela também respirava. Ela movia-se sobre mim e contra mim como o que eu imaginava ser água.</em></p>
<p><em>Eu estava em um mar denominado galáxia, mas não via luzes e eu estava perdido. Ergui minha cabeça para o alto e meus olhos dispararam contra as estrelas escondidas na escuridão. Pontos claros vinham contra o vermelho do sangue em meus olhos. Eu vi o relance do tempo me esperando atrás do que seria aquele cinturão no céu.</em></p>
<p><em>A escuridão sorria e acolheu-me com um abraço ao dizer meu nome. O frio ia embora e eu abri um pouco mais dos meus olhos. O sol gritou e queimou tudo ao seu redor, cravejou as estrelas com luz e meu corpo com calor.</em></p>
<p><em>Olhei para o alto e vi meu Pai. Sua onipotência me fez sorrir e minha boca se encher com o gosto daquele sussurro de poder. Apertei minhas mãos contra meu corpo sentindo a escuridão me abraçar mais forte. Uma dor formou-se em meu peito ao receber o toque de meu Pai. Suas palavras incidiram sobre mim e seus carinhos me acordaram. Eu era uma criança e seria uma para sempre, entretanto, ele quis que meus olhos se fechassem mais uma vez e com isso, eu trouxe mais daquela escuridão para o meu redor.</em></p>
<p><em>Moldei uma galáxia que ainda não tinha nome e a engoli, mesmo sendo ela uma parte de mim. Estrelas se moveram pelo céu num tímido turbilhão, aquela nebulosa dilacerou aquele pedaço do universo em pedaços com seu abraço e então eu me deixei seguir. Meu sangue escorreu por entre meus dedos e meus braços exibiram mais rastros daquela linha escarlate. Levantei meus olhos e vi meu Pai, joguei meus pés sobre o céu daquela galáxia sem ordem e meu corpo estava pronto. Contra o meu rosto, apertei aquele sol negro em minhas mãos e ele se estilhaçou. Meu eu se supriu com aquela escuridão e com aquela ordem que meu pai me dera. Suas palavras ecoaram para sempre&#8230; &#8216;Viva&#8217;&#8230; Disse ele ao sorrir.</em></p>
<p><em>O vermelho dos meus olhos fora a única coisa que se destacou perante aquele brilho escuro e cheio de vontade. Por uma vez eu senti o vazio, mas ele nunca estivera lá. Eu fechava meus olhos e aquela doce escuridão se preenchia ao meu redor. O sangue assinalado em meus olhos fora intenso.</em></p>
<p><em>No próximo passo, desapareci até os limites de minha galáxia e então abri meus olhos sobre aqueles mesmos limites. O tempo ainda me olhava, e ele e o infinito sorriram ao me ver. Ambos eram meus irmãos e meu </em><em>nome</em><em> Hyperion&#8230;</em></p>
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		<title>Consumo&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 12:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinto o sorriso que eu expunha pro mundo se esconder quando não mais te tinha comigo. Ainda queima o Sol, mas meu coração se apaga sentindo bem mais que o frio que tenta me abraçar. Juro que não quero morrer aqui, mas essa dor em meu peito me consome e eu não sei como fazê-la [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guihiperion.wordpress.com&amp;blog=8488915&amp;post=112&amp;subd=guihiperion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinto o sorriso que eu expunha pro mundo se esconder quando não mais te tinha comigo.</p>
<p>Ainda queima o Sol, mas meu coração se apaga sentindo bem mais que o frio que tenta me abraçar. Juro que não quero morrer aqui, mas essa dor em meu peito me consome e eu não sei como fazê-la parar.</p>
<p>Acho que você aqui do meu lado faria a diferença, eu pararia de morrer devido a sua falta. E mesmo que não pareça é somente a ti que eu desejo.</p>
<p>As horas me torturam e cada pensamento de ti faz com que eu me perca mais um pouco. O tempo não passa mais do que o necessário, mas queria que ele passasse logo&#8230; Só que ele insiste em não passar.</p>
<p>Quando não é a sua falta, é o desejo deliberado por ti, a vontade imensa e colossal que me faz parar em meio ao nada dos meus pensamentos.</p>
<p>Cada vez que eu não te olho aqui do meu lado, sinto que meu peito vai se abrir e que meu coração vai sair a tua procura. Se eu te acharei ou não, não importa, mas ao menos chegar a cair em teus braços seria o suficiente.</p>
<p>Eu te chamo, clamo sempre antes de dormir a noite por um beijo seu, pelo teu cheiro que vem e vai, por ti aqui do meu lado. Se ao menos eu tivesse um pouco mais, poderia te alcançar, mas meus olhos nunca vêem nada mais do que escuridão e aquela luz distante dos teus olhos.</p>
<p>Sem mais nada para me agraciar, eu durmo, contigo em meus pensamentos e a certeza de que eu te quero aqui comigo. Eu posso morrer enquanto estou com meus olhos fechados, mas você foi a última coisa que eu vi&#8230;</p>
<br />Filed under: <a href='http://guihiperion.wordpress.com/category/textos/'>Textos</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/guihiperion.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/guihiperion.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/guihiperion.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/guihiperion.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/guihiperion.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/guihiperion.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/guihiperion.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/guihiperion.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/guihiperion.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/guihiperion.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/guihiperion.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/guihiperion.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/guihiperion.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/guihiperion.wordpress.com/112/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=guihiperion.wordpress.com&amp;blog=8488915&amp;post=112&amp;subd=guihiperion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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